sábado, 21 de janeiro de 2012

BASQUETEBOL - TAÇA HUGO DOS SANTOS




Barreirense é o último obstáculo para o sexto título em dois anos




Depois de afastar a Ovarense (69-55) nas meias-finais da Taça Hugo dos Santos, que se joga este fim-de-semana em Vendas Novas, o FC Porto Ferpinta tenta, neste domingo, a conquista do sexto troféu em menos de dois anos. Para o conseguir, a equipa orientada por Moncho López terá que derrotar, na final da competição, o Barreirense, que eliminou o Benfica na primeira semifinal do dia (84-83).Greg Stempin (20 pontos e 8 ressaltos), que emergiu como o MVP da partida, e Carlos Andrade (6 pontos, 10 ressaltos e 3 assistências) revelaram-se os jogadores mais influentes de uma equipa que insiste em distinguir-se pelo desempenho colectivo, numa regra a que o treinador galego não reconheceu excepção, ao ponto de ter utilizado os 12 elementos escalados e todos eles terem ficado longe de atingir os 30 minutos de utilização.Os Dragões, que dominaram a segunda meia-final da prova, que opõe os quatro primeiros classificados da Liga ao final da primeira volta, resolveram a partida no terceiro período, com um parcial de 21-13, que elevou a vantagem crescente para 17 pontos (55-38) na abordagem ao último quarto.Os azuis e brancos, que iniciaram a 31 de Janeiro de 2010 uma sequência de cinco títulos conquistados sob a orientação de Moncho López, podem atingir, no domingo, o sexto troféu em menos de dois anos, depois de terem vencido a primeira edição da Taça Hugo dos Santos, a Taça de Portugal, o Troféu António Pratas, o Campeonato da Liga e a Supertaça. Tudo o que há para conquistar a nível nacional.


FICHA DE JOGO


Taça Hugo dos Santos, meia-final 21 de Janeiro de 2012


Pavilhão Municipal de Vendas Novas


Árbitro principal: Sérgio SilvaÁrbitros auxiliares: José Abreu e Fernando Rezende


FC PORTO FERPINTA (69): Reggie Jackson (10), Carlos Andrade (6), João Santos (3), Miguel Miranda (6) e Greg Stempin (20); Diogo Correira (2), João Soares (6), David Gomes (0), Rob Johnson (12), Miguel Maria (0), José Costa (4), Nuno Marçal (0)


Treinador: Moncho López


OVARENSE (55): Fernando Neves (6), André Pinto (3), José Barbosa (8), Austen Powers (9), Crhis Lee (19); Cristóvão Cordeiro (4), Nuno Manarte (4), Nuno Morais (0), Mário Gonçalves (2), Nuno Cotez (0)


Treinador: Mário Leite


Ao intervalo: 34-25


Por períodos: 16-13, 18-12, 21-13 e 14-17

HOQUEI PATINS



Apanhado na armadilha italiana

O FC Porto Império Bonança perdeu este sábado no Dragão Caixa, frente ao Valdagno, por 4-8, em encontro da terceira jornada do grupo C da Liga Europeia. Pela primeira vez esta época, a equipa azul e branca não venceu um jogo oficial e, pela segunda vez em dois anos e meio, perdeu um encontro em casa. A primeira derrota, em Janeiro de 2010, havia sido frente ao mesmo Valdagno.Os Dragões foram apanhados na armadilha do contra-ataque, que os italianos urdiram com inegável mestria. Apesar do maior volume de jogo, os portistas esbarraram num guardião Juan Oviedo inspirado e foram pouco eficazes na finalização.Durante a primeira parte, o FC Porto esteve muito tempo enredado na armadilha italiana. O Valdagno colocou-se em vantagem logo aos três minutos, por intermédio de Nicolia, num contra-ataque. Esta seria de resto a principal arma dos forasteiros: fortes defensivamente, os italianos não tiveram pejo em fechar-se junto à sua baliza, lançando depois venenosos contra-ataques.Caio ainda atirou à barra, aos cinco minutos, mas seria o Valdagno a chegar ao 0-3, com dois tentos de Massimo Tataranni (9 e 11 minutos), um avançado que já tinha feito estragos há dois anos. Como um azar nunca vem só, o FC Porto também esteve infeliz na finalização e Reinaldo Ventura, aos 11 minutos, desperdiçou um penálti. Aos 18 minutos, falharia ainda um livre directo (Dario Rigo viu o cartão azul) e o Valdagno resistiria dois minutos com menos um elemento em rinque.Notava-se, no entanto, algo diferente no jogo. Mais concentrados na defesa, os hoquistas azuis e brancos impuseram um ritmo diabólico, “sufocando” os italianos. Dario Rigo ainda atiraria ao poste, na conversão de um penalti, mas seria Reinaldo Ventura, aos 22 e 23 minutos, a reduzir a desvantagem para a margem mínima. E o FC Porto ainda teve várias hipóteses para chegar ao empate antes do intervalo, num verdadeiro “vendaval” de ataque dos Dragões.O descanso fopi providencial para os italianos, que estavam à beira do KO técnico. No segundo tempo, o empate voltou a estar perto e o contra-ataque italiano parecia inoperante, mas estava apenas adormecido. Tataranni voltou a aparecer, aos 30 minutos, e fez o 2-4, um golo que a equipa portista sentiu muito.Balanceados no ataque, os Dragões estiveram a perder por 2-7, mas nunca baixaram os braços. Suíssas, com um desvio à boca da baliza, a nove minutos do final, ainda deu alguma esperança aos adeptos, mas o Valdagno voltaria a marcar. Pedro Gil estabeleceu o resultado final (4-8), aos 45 minutos.Na sala de imprensa, o técnico Tó Neves analisou o encontro: “Durante todo o jogo, o Valdagno foi muito forte defensivamente e o FC Porto teve dificuldades em penetrar na defesa contrário. O Valdagno jogou em contra-ataque e tivemos dificuldades em travá-los. As individualidades resolveram muitos dos seus problemas, traduzindo-se em golos. Tivemos pouco discernimento na finalização e o guarda-redes do Valdagno esteve muito bem. Eles dispararam na segunda parte e quisemos muito, mas não conseguimos”.

FICHA DE JOGO

FC Porto Império Bonança-Valdagno, 4-8

Liga Europeia, grupo C, terceira jornada 21 de Janeiro de 2012

Pavilhão Dragão Caixa, no Porto

Assistência: 1.102 espectadores

Árbitros: Teresa Martinez (Espanha), Emilio Montesinos (Espanha) e Sílvia Coelho (Porto)

FC PORTO: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Caio, Pedro Gil e Gonçalo Suíssas

Jogaram ainda: Reinaldo Ventura, Filipe Santos (cap.), Tiago Santos e Nelson Pereira

Treinador: Tó Neves

VALDAGNO: Juan Oviedo (g.r.), Nicoletti, Nicolia, Tataranni e Dario Rigo (cap.)

Jogaram ainda: Gaston de Oro

Treinador: Franco Vanzo

Ao intervalo: 2-3

Marcadores: Nicolia (3m, 34m e 44m), Tataranni (9m, 11m, 30m e 35m), Reinaldo Ventura (22m e 23m), De Oro (38m), Gonçalo Suíssas (41m) e Pedro Gil (45m)

Disciplina: cartão azul para Dario Rigo (18m)

TORNEIO VIKING CUP

Viking Cup:

Antevisão do FC Porto-Alingsas
Os Dragões participam no prestigiado torneio Viking Cup, defrontando sucessivamente o Runar (Noruega), o Viking Stavanger (também da Noruega) e os Suecos do Alingsas. Na 1ª jornada, o FC Porto venceu o Runar por 36-28 (Gilberto Duarte e Tiago Rocha marcaram 8 golos cada). Na 2ª jornada, os Dragões venceram o Viking Stavanger por 35-32, num jogo bem mais difícil, em que Tiago Rocha apontou 12 golos. No jogo decisivo, os Dragões defrontam o Alingsas, que também registou 2 vitórias frente aos mesmos 2 adversários noruegueses. Os Suecos têm uma presença assídua nas provas europeias da EHF, e são sem dúvida o adversário mais complicado no torneio. O FC Porto terá forçosamente que vencer a equipa sueca para poder conquistar o primeiro lugar do torneio, uma vez que o adversário apresenta melhor diferença entre golos marcados e sofridos. Hugo Santos e Duarte Carregueiro, dois juniores que seguiram viagem para a Noruega, marcaram 3 golos cada um. De saudar também o regresso do Wilson Davyes aos golos (apontou quatro).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VITOR BAIA

Ranking IFFHS: Vítor Baía em 15º lugar

Vítor Baía, que abandonou a carreira de futebolista no final da temporada 2006/2007, está em 15º lugar na tabela de guarda-redes que disputam as primeiras Ligas e que estiveram mais tempo sem sofrer um golo, segundo o ranking lançado pela IFFHS.O ex-guardião do FC Porto esteve 1191 minutos sem sofrer qualquer tento, marca que alcançou ainda no começo da carreira, entre 15 de setembro de 1991 e 5 de jane
iro de 1992.O primeiro lugar deste ranking é ocupado pelo brasileiro Mazaropi, que, ao serviço do Vasco da Gama, esteve 1816 minutos com as redes invioláveis, entre 18 de maio de 1977 e 7 de setembro de 1978.No que diz respeito ao top 10, onde está presente Edwin van der Sar com 1311 minutos sem qualquer golo sofrido, destaque para a presença de dois recordes do egípcio Thabet El Batal.Ao serviço do SC Cairo, o guarda-redes, que faleceu em 2005, conseguiu a segunda melhor marca da história (1442 minutos), entre 7 de abril de 1976 e 29 de dezembro de 1976, e a quinta melhor (1325 minutos), entre 3 de março de 1978 e 16 de fevereiro de 1979.

LIGA EUROPEIA

HOQUEI PATINS - LIGA EUROPEIA


FC DO PORTO VS VALDAGNO



FC PORTO vs ESTORIL




Varela resolveu


Do Dragão às meias-finais é só um pequeno passo, a confirmar na terceira e última jornada do Grupo D, frente ao Setúbal. Na antepenúltima, com o Estoril por adversário, um golo de Varela resolveu a equação, de resultado simples, óbvio e económico (1-0), mas suficiente para aceder ao comando isolado, acrescido de vistas privilegiadas para a etapa a eliminar da Taça da Liga.A primeira parte foi, sobretudo, trabalhosa. De sentido único, como aliás se esperava, mas de fluxo excessivamente congestionado. E, nesse particular, a responsabilidade maior cabe ao Estoril; em especial, ao seu treinador, que apresentou no Dragão uma trama ultra-defensiva, dispensando apenas Carlos Eduardo do desempenho cautelar que estendeu uma dupla barreira à iniciativa portista.Contornar a muralha, dotada de uma apreciável elasticidade, foi o primeiro problema colocado ao FC Porto, que nem sempre o resolveu da melhor forma, a prática, até porque complicar era, precisamente, o objectivo do adversário, que chegou a transmitir a ideia de não ter mais nenhum outro, entre o indiscreto disfar ce gerado por um punhado de contra-ataques.Com dificuldade e muita paciência, o FC Porto chegou à baliza adversária, mas raramente com perigo e tendo em João Moutinho a figura mais interventiva, ensaiando de livre e até de cabeça, nas mais claras situações de perigo; curiosamente, mediadas por um minuto, entre o 37.º e o 38.º.O intervalo foi isso mesmo, uma pausa ou mera formalidade que precedeu mais do mesmo. Mas, então, já numa variante mais rápida, que aproximou o campeão do golo desde o primeiro instante, com Kléber a fazer tudo bem, mas permitindo a defesa de Vagner, com os pés e por instinto, quando se voltava para o avançado brasileiro, depois de acompanhar o cruzamento de Alvaro, do lado oposto, à esquerda.O golo passava, definitivamente, a ser apenas uma questão de tempo, resolvida aos 65 minutos, por um remate colocado de Varela, logo depois do trabalho individual que a solicitação de Alvaro merecia. Tudo se simplificava, mas pouco ou nada mudava, além do resultado e da crescente influência do defesa uruguaio nos movimentos de ataque. James e Iturbe inflacionaram a lista de oportunidades, mas sem efeito prático, numa altura em que o Estoril procurava entrar no jogo. Mas era já demasiado tarde para tentar aquilo a que se recusara até então. O FC Porto, que horas antes beneficia ra da vitória do Paços de Ferreira sobre o Setúbal, assumia o comando isolado da Grupo D e ficava a um empate das meias-finais da Taça da Liga.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Estoril, 1-0

Taça da Liga, Grupo D, segunda jornada 18 de Janeiro de 2012

Estádio do Dragão,

Assistência: 15.819 espectadores

Árbitro: André Gralha (Santarém)Árbitros assistentes: Bruno Silva e Pedro Neves

Quarto árbitro: Rui Patrício

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alvaro; Souza, João Moutinho (cap.) e Defour; Varela, Kléber e James

Substituições: Souza por Rodríguez (66), James por Belluschi (73), Defour por Iturbe (78)

Não utilizados: Kadu, Fernando, Tiago Ferreira e Vion

Treinador: Vítor Pereira

ESTORIL: Vagner (cap.); Moreno, Bruno Nascimento, Steven Vitória e Tinoco; Erick, Bruno di Paula e Diogo Amado; Moreira, Carlos Eduardo e Gerso

Substituições: Bruno di Paula por Licá (60), Tino por Anderson Luís (67), Carlos Eduardo por Adilson (74)

Não utilizados: Mário Matos, Rodrigo Dantas, Gonçalo e Alexandre Hauw Treinador: Fabiano Soares

Ao intervalo: 0-0

Marcadores: Varela (65)

Cartão amarelo: Moreno (36), Otamendi (54), Diogo Amado (61), Tinoco (62), Souza (63), Adilson (76) e Gerso (86)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mais uma tentativa frustada para prejudicarem Pinto da Costa




Pinto da Costa e jornalistas absolvidos

O Tribunal Criminal de Lisboa absolveu hoje Pinto da Costa, Ana Sofia Fonseca e Felícia Cabrita do crime de ofensa ao Ministério Público (MP). O presidente do FC Porto tinha comparado o MP à PIDE, num livro das jornalistas.
Na sentença, a juíza da 1.ª Secção do 2.º Juízo Criminal de Lisboa conclui que Pinto da Costa limitou-se a fazer «um juízo de valor» sobre a actuação do MP e que «o direito à crítica insere-se na liberdade de expressão», por muito depreciativa ou injusta que seja.
A polémica frase do presidente do FC Porto surge no livro 'Pinto da Costa – Luzes e Sobras de um Dragão', publicado em Abril de 2007 por Ana Sofia Fonseca e Felícia Cabrita. O livro é uma versão mais extensa e aprofundada do trabalho e da biografia que antes tinham realizado e publicado no SOL, baseando-se em entrevistas ao presidente portista. No capítulo relativo ao 'caso Apito Dourado', Pinto da Costa afirmou: «Não estou para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo MP». Após denúncia de Maria José Morgado (então coordenadora da equipa especial de investigação dos processos do Apito Dourado), o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, ordenou a realização de um inquérito por crime de ofensa a pessoa colectiva qualificada (neste caso, o MP).
No julgamento, Pinto da Costa explicou que a frase foi «um desabafo», feito «num contexto de indignação com a reabertura dos inquéritos» do 'Apito Dourado', então ordenada pela equipa de Morgado por causa do livro da sua ex-companheira, Carolina Salgado – a qual lhe imputava «condutas não correspondentes à realidade».
Direito à crítica
Na sentença, a juíza explica que, «ao expressar que a PIDE foi substituída pelo MP, o autor da frase está a emitir um juízo de valor sobre a actuação daquele organismo, comparando-o com aqueloutra instituição, ou seja, assemelhando o MP a uma instituição persecutória e repressiva, alheia ao espírito democrático». «Embora possa discordar-se deste modo de emitir opiniões e possa até rejeitar-se a justeza da comparação feita, o certo é que a mesma se inscreve claramente no plano dos 'juízos de valor' e estes, ainda que ofensivos da credibilidade, prestígio e confiança, não beneficiam da protecção penal do preceito incriminador ao abrigo do qual foi formulada a acusação», acrescenta. Ou seja, para preencher o tipo de crime de que era acusado (crime de ofensa a pessoa colectiva), Pinto da Costa teria de ter apontado «condutas concretas» que constituíssem «factos inverídicos».
Em conclusão, a absolvição justifica-se porque «a expressão proferida» por Pinto da Costa e reproduzida pelas jornalistas no livro «deve ser entendida no contexto global em que foi proferida, como o exercício de um direito de cidadania, enquanto direito à crítica relativamente ao funcionamento de um organismo público».
16 de Janeiro, 2012por Ana Paula Azevedo